sexta-feira, agosto 07, 2009

Uma questão de transportes

1. Todos os que passaram pela estação do metropolitano do Rato recentemente sabem bem do que vou falar. Há mais de dois meses (but who's counting?) que as escadas rolantes estão avariadas. E são daquelas escaaaaaadaaaaaaas muito inclinaaaaaaadaaaaaas.
Primeiro eram só as que desciam, menos mal, mas agora são as que sobem também. Ah...és mas é preguiçosa, sobe lá as escadinhas que te faz bem ao rabo gordo, parecem vocês dizer, e com alguma razão... Porém, e agora vou dar uma de Madre Teresa, custa-me ver os velhotes agarrados ao corrimão como se fosse a vidinha deles, com medo de cair pelas escadas abaixo. E, garanto-vos, cair naquelas escadas é coisinha para partir dois ou três dentinhos, as perninhas, deslocar umas costelas e/ou as clavículas, prejudicar a anca e, meus amigos, com as próteses ninguém brinca! E depois as criancinhas e os pais das criancinhas que, antes das 9h e depois 18h, não estão com tempo nem paciência para descer e subir aqueles 145 degraus (then again, who's counting?!) com mochilas e sacos e muitas birras à mistura. E depois os preguiçosos. E ainda há sempre um aleijadinho de muletas, um obeso, um apressado que precisa de descer as escadas rolantes em voo picado... e os preguiçosos! Ninguém pensa nos preguiçosos? Senhores do Metropolitano de Lisboa, vamos lá pôr as escadas do Rato a trabalhar, fáxavor!


2. A polémica instalou-se lá no bairro. Querem pôr os parquímetros (aka extorsão legal) a funcionar tanto para moradores, como comerciantes e visitantes. Basicamente, qualquer alminha que queira levar o coche lá para aquelas bandas, tem de pôr moedinha ou comprar o belo dos dístico de morador/comerciante. Já tudo recebeu o panfleto informativo, já tudo foi explicadinho aos moradores e diz quem de direito que "para saber mais informações e adquirir o seu dístico de morador, dirija-se à junta de freguesia...bla bla bla". Pois bem, assim se fez. E assim que um morador que é obrigado a pagar para parar o carro ao pé da porta de casa, e mesmo contrariado, se dirige à junta para efectivamente dispensar mais uns trocos da carteira, "a pessoa que está dentro desse assunto está de férias". E é assim, meus caros. Estavam lá mais três alminhas a "trabalhar", mas, como quem sabe do estacionamento pago está de férias, não se pode fazer nada. "Então mas isto não é para ficar resolvido até ao fim do mês?" - pergunta de quem realmente é parvo e ingénuo, mas um bocadinho mais parvo do que ingénuo porque vai ter de pagar para estacionar à porta de casa. "Ah, sim, mas a pessoa foi de férias...". Este facto tornou-se imediatamente num argumento, admito. E é assim Portugal em Agosto.