sexta-feira, agosto 28, 2009

Listinha de compras de aniversário

Para todos os indecisos com o meu presente de aniversário (é já próxima quarta-feira, dia 2, se não sabiam...vocês desiludem-me, a sério!) aqui vai uma listinha para preparem a(s) compra(s)... (Era para ter aberto a lista na Vista Alegre, mas não tive tempo!)

1. Quero um panda. Dos verdadeiros, nada de pelúcias. Além de foleiros, ganham pó e depois tenho de me drogar severamente com anti-histamínicos e não convém. Quero um panda verdadeiro.











2. Quero um MacBook. Daqueles branquinhos, lindinhos, com muitos gigas e muitos bytes. Sim?

3. Quero uma viagem. Para qualquer lado. De preferência para Nova Iorque, que sou modesta.

4. Quero um stock anual de gelado Ben&Jerry's, sabor Chew
Chew Caramel.

5. Quero cheques-oferta de todas as lojas de roupa que têm cheques-oferta, excepto a C&A (roupa foleirinha, foleirinha).

6. Quero uma escova de dentes eléctrica. A sério.

7. Quero uma almofada destas:














8. Quero coisinhas que cheirem bem como isto:










9. Quero um Smart (deixei o mais baratinho para fim, claro). Tem de ser verde-alface.

10. Não quero que me lembrem que estou a chegar aos 30.

quinta-feira, agosto 27, 2009

180 graus. Diz uma voz que só assim se melhora. Balança, tenta rodopiar, mas verás que nem sempre é fácil virar um caminho ao contrário. Nem uns acordes mais acelerados vencem a monotonia de um dia normal. E o que tem a normalidade de errado? O habitual de uns pode ser o perfeito escape para outros. Lembro-me que o sol já queimou mais. Sei que o vento já beijou menos. A liberdade de uns pode ser um autêntico forte para outros. Foge, tenta correr, mas verás que nem sempre é difícil libertar um destino amarrado.

Nem um passeio à beira-mar derrota a vontade de ter um dia extraordinário. E o que tens de extraordinário? O fenómeno de uns pode ser o aborrecimento de outros. Esqueço-me das vezes desiludidas. Desconheço a força da lembrança.


Sou.

terça-feira, agosto 25, 2009

















A Julia Roberts diz que não usa desodorizante por motivos ecológicos.
Eu cá prefiro separar o lixo a cheirar como tal. Também prefiro não ter o Abominável Homem das Neves na zona sovacoide...ou a ser confundida com a Fernanda Ribeiro.
Mas são opções, Julia, são opções...

sexta-feira, agosto 21, 2009

Constatação de fim da semana

Life does not cease to be funny when people die any more than it ceases to be serious when people laugh

George Bernard

quinta-feira, agosto 20, 2009

E de repente...





























... ofereceram-me uma viagem à Tunísia!

quarta-feira, agosto 19, 2009

Consulta de cabeleireiro

Ontem foi dia de ir à tosquia. Coisa pouca, que o meu cabelo está na fase do pré-comprido e eu gosto. O que eu já não gosto assim tanto é das conversas que se praticam no cabeleireiro. Ou são daquelas de circunstância (boooooring) ou daquelas que dão temas para posts aqui na chafarica. Como ontem, que estava uma senhora cheia de papel de alumínio da tola e com um ar de quem tinha tomado até aquela hora 36 Xanax. Mas atenção, a parte do papel de alumínio, apesar de parva, serve para fazer madeixas, por isso, não comecem já a gozar com a senhora. Podem gozar, sim, com aquilo que ela começou a contar à cabeleireira (e a mim, indirectamente, que estava ali, queda, à espera da minha vez).

“Ele não pode provar que eu tenho um amante”.

Zás, entrou logo a matar.

“Não pode. Nem uso o mesmo telemóvel. E ainda por cima comprei daqueles sem assinatura e tudo. Não pode provar, pois não?”.

Aqui comecei a reparar numa ligeira hesitação... E depois continuou a contar a história, que poderá bem tornar-se no guião da próxima novela da TVI. Pois que a senhora alugou um T3, para ela e para o filho, e saiu de casa. E porquê? Ora, por causa do vilão, pois claro! O Sr. Marido alcoólico.

“Ele vinha com ela fisgada. Bebeu cinco copos de vinho e um bagaço no fim”.

MEDO.

“Depois esperou que o filho saísse da sala e foi buscar uma navalha.”

PÂNICO.

“Chegou-se ao pé de mim e disse que se descobrisse que eu tinha um amante me cortava a garganta”.

FRAQUINHO.

Então…. Tanta coisa e depois é só isto? Estava eu ali toda interessada no desenrolar da novela, já a imaginar uma cena toda sanguinária, com muitos detalhes do tipo CSI, e depois foi só uma ameaçazita! Até o Crime na Pensão Estrelinha teve mais acção que isto, minha senhora!

Mas falemos agora mais a sério. Será que a senhora conseguiu ler o que dizia à porta do cabeleireiro? É que aquela pessoa que corta cabelos (e muito bem, devo já dizer, que nas minhas melenas só toca gente de gabarito) não é da polícia, não é psicóloga, psiquiatra, terapeuta, vidente... Aquela pessoa corta cabelos, pinta cabelos, arranca cabelos. Não trata da cabeça em si!
E eu, pobre alma influenciada por todas as histórias que ouço na vida (malditas imagens mentais!) fico muito traumatizada com estas coisas e depois faço o quê? Lá terei de ir outra vez ao cabeleireiro, não é?

sexta-feira, agosto 14, 2009

That's me



Friday's Child, Nancy Sinatra

quinta-feira, agosto 13, 2009

Bad choice of words

No dia 4 de Outubro vai decorrer a Meia Maratona de Portugal, em Lisboa. No mesmo dia, vai decorrer igualmente a Prova de Deficientes Motores em Cadeira de Rodas. Vi agora na televisão. E sabem como é que termina o anúncio a esta prova?
"Participe! Venha passar a Ponte Vasco da Gama a correr ou a andar"....!!!!!!!

Mau, muito mau, meus senhores!

segunda-feira, agosto 10, 2009

A ficção aplicada ao real


Há três opções na vida: Ser bom, melhorar ou desistir.
Se não sabes mentir não sabes quando te mentem.
Toda a gente é miserável. E isso não vai mudar, porque as pessoas não mudam.
Todos temos telhados de vidro.
Ainda bem…… que a violência não é o ultimo recurso mas sim a extorsão.
Assume que sempre haverá alguém infeliz. (Aceita isso.)
Realizar-se não significa acabar com o sofrimento……mas sim tentar minimizá-lo.
Não faças asneiras só porque és infeliz.

Gregory House

sexta-feira, agosto 07, 2009

Bom fim-de-semana

Uma questão de transportes

1. Todos os que passaram pela estação do metropolitano do Rato recentemente sabem bem do que vou falar. Há mais de dois meses (but who's counting?) que as escadas rolantes estão avariadas. E são daquelas escaaaaaadaaaaaaas muito inclinaaaaaaadaaaaaas.
Primeiro eram só as que desciam, menos mal, mas agora são as que sobem também. Ah...és mas é preguiçosa, sobe lá as escadinhas que te faz bem ao rabo gordo, parecem vocês dizer, e com alguma razão... Porém, e agora vou dar uma de Madre Teresa, custa-me ver os velhotes agarrados ao corrimão como se fosse a vidinha deles, com medo de cair pelas escadas abaixo. E, garanto-vos, cair naquelas escadas é coisinha para partir dois ou três dentinhos, as perninhas, deslocar umas costelas e/ou as clavículas, prejudicar a anca e, meus amigos, com as próteses ninguém brinca! E depois as criancinhas e os pais das criancinhas que, antes das 9h e depois 18h, não estão com tempo nem paciência para descer e subir aqueles 145 degraus (then again, who's counting?!) com mochilas e sacos e muitas birras à mistura. E depois os preguiçosos. E ainda há sempre um aleijadinho de muletas, um obeso, um apressado que precisa de descer as escadas rolantes em voo picado... e os preguiçosos! Ninguém pensa nos preguiçosos? Senhores do Metropolitano de Lisboa, vamos lá pôr as escadas do Rato a trabalhar, fáxavor!


2. A polémica instalou-se lá no bairro. Querem pôr os parquímetros (aka extorsão legal) a funcionar tanto para moradores, como comerciantes e visitantes. Basicamente, qualquer alminha que queira levar o coche lá para aquelas bandas, tem de pôr moedinha ou comprar o belo dos dístico de morador/comerciante. Já tudo recebeu o panfleto informativo, já tudo foi explicadinho aos moradores e diz quem de direito que "para saber mais informações e adquirir o seu dístico de morador, dirija-se à junta de freguesia...bla bla bla". Pois bem, assim se fez. E assim que um morador que é obrigado a pagar para parar o carro ao pé da porta de casa, e mesmo contrariado, se dirige à junta para efectivamente dispensar mais uns trocos da carteira, "a pessoa que está dentro desse assunto está de férias". E é assim, meus caros. Estavam lá mais três alminhas a "trabalhar", mas, como quem sabe do estacionamento pago está de férias, não se pode fazer nada. "Então mas isto não é para ficar resolvido até ao fim do mês?" - pergunta de quem realmente é parvo e ingénuo, mas um bocadinho mais parvo do que ingénuo porque vai ter de pagar para estacionar à porta de casa. "Ah, sim, mas a pessoa foi de férias...". Este facto tornou-se imediatamente num argumento, admito. E é assim Portugal em Agosto.

quarta-feira, agosto 05, 2009

terça-feira, agosto 04, 2009

Ginasticar





















Ginásio só para mulheres. O conceito sempre me fez espécie, confesso, mas como me ofereceram a oportunidade de experimentar a coisa durante uma semana, e totalmente grátis, lá fui eu ontem ginasticar. A experiência foi tão boa que nem sei por onde começar. Talvez pelo espaço do ginásio. Digamos que, se eu corresse de uma ponta à outra da sala, não dava sequer para alterar o meu ritmo cardíaco. Pequena, mesmo muito pequena. As máquinas estão dispostas em círculo (denoto qualquer coisa do Demo aqui...) e nem sequer são muitas pois o espaço é pequeno, mesmo muito pequeno. Depois, o balneário, meu deus, o balneário. Quatro pessoas enchem a divisória. Acho que nem preciso avançar mais com a descrição... Mas sim, é pequena, muito pequena. E digamos que "cacifos" é um conceito demasiado abstracto naquele ginásio.
Ora vamos lá então falar do ponto alto da minha experiência num ginásio somente para gajedo. O circuito de máquinas! O roda-bota-fora em looping! Então a coisa funciona assim: estamos nem sequer há 5 minutos numa máquina quando ouvimos uma voz do Além a comandar/sugerir: "VAMOS TROCAR, MENINAS?!" Eu nem sequer vou desbravar este terreno do "trocar" e das "meninas", que já me parece demasiado pantanoso, mas, o que é isto? Já não é suficientemente mau estarmos a fingir que estamos a ter prazer enquanto puxamos ferro e que somos todas muito amigas e que no fim vamos fazer trancinhas no cabelo umas das outras no balneário (só 4 de cada vez, por favor!) e ainda temos de ouvir sistematicamente a frase provavelmente mais parva de todos os tempos enquanto suamos??!
E após ouvir essa voz-off do fitness, toca a mudar de aparelho, como se o mundo fosse acabar, e recomeçar outro exercício para, nem 5 minutos depois, ouvir novamente o Eládio Clímaco da lycra e dos alongamentos. Mau, muito mau.
Para finalizar o momento, a explicação da metodologia deste plano de exercícios! Então, supostamente, temos de estar muito motivadas para a coisa correr muito bem porque queremos todas ver o nosso nome na parede, não é? "Parede, o que é isso?", perguntam vós! Então eu explico. A ideia é pesar e medir as sócias mensalmente e depois publicar numa parede, qual muro das lamentações, quantos quilos e centímetros se perderam. Meus amigos, mas qual é a ideia mesmo? Motivar as pessoas ou esfregar-lhes nas trombas que têm banha a mais no rabo? Ah, já sei, querem puxar pela eterna competição feminina, não é? "Perdi mais dois quilos que tu, cabra!", é isso que querem ouvir das bocas das vossas clientes, é? Shame on you! And shame on me, que ainda não é desta que vou para um ginásio.
VAMOS TROCAR, MENINAS?!

segunda-feira, agosto 03, 2009

Vizinho, s.m.

1. Próximo, que está perto.

2. Contíguo; limítrofe.

3. Confinante; análogo; semelhante; não afastado (parente).

4. Cada um dos habitantes de uma povoação.

5. Morador; aquele que habita perto de nós.

6. Casa habitada.

Proponho uma revisão imediata na entrada desta palavra nos dicionários. Proponho que se explique efectivamente a alguém que pega no livrinho da sabedoria linguística que raça é esta. Porque o vizinho é aquele ser que pode ser muitas coisas, mas quando aplicado a mim, acontece sempre ser só uma: barulhento.

Vamos lá então fazer uma retrospectiva:

Primeira habitação: 1. Vizinha do lado com problemas vários, entre os quais, ser vítima de violência doméstica, o que, parecendo que não, ainda faz algum barulho, e ter dois netos que tinham como nome do meio “mafarrico”. 2. Vizinha de cima com um grave problema de surdez, o que fazia com que, tanto as conversas ao telefone, como o som do relato da bola ou da novela das 23h45 da TVI, se ouvissem perfeitamente em qualquer lugar do bairro. 3. Vizinhos do prédio em geral que praticavam sapateado nas escadas do prédio, sendo que a hora ideal para a prática desta modalidade tão esquecida pelas massas era por volta das 7h25 e, claro, aos fins-de-semana.

Segunda habitação: Prédio muito mais sossegado e isolado do que o primeiro mas igualmente a contar com uma mafarrica de 9 anos a viver mesmo ao lado. Hobbies favoritos da criancinha? Jogar à bola no corredor, cantar em plenos pulmões e com voz bem esganiçada temas do André Sardet. Onde? No corredor. Correr a maratona em barreiras e com o triplo salto também no corredor. A que horas? Pela fresquinha, sempre. E ao fim-de-semana, de preferência.

Terceira habitação: Prédio com dois andares apenas. Prédio com três moradores apenas. Prédio com uma vizinha idosa invisual mesmo ao lado. Previa-se a perfeição. Previa-se ouvir o silêncio. Porém, a senhora, além de ter mau feitio e possíveis antecedentes criminais, tem família. E é uma família com gente a mais, que fala alto de mais, que canta alto de mais e que, infelizmente, vai ver a senhora vezes de mais, isto é, de manhã e, claro está, aos fins-de-semana. Ontem foi dia de karaoke, aka holocausto auditivo contemporâneo. Depois de uma violenta discussão, com muitos alhos à mistura, para condimentar a conversa, seguiu-se naturalmente (?) uma sessão de cantoria. Ele era Adelaide Ferreira, ele era Marco Paulo, e “os óculos de sol, que levo para chorar, uuuh uhhhh para ninguém ver” e o raio que os parta a todos.


Resumindo a coisa: no dicionário dever-se-ia ver a seguinte definição:


Vizinho s. m.

1. Próximo, que está DEMASIADO perto.

2. Contíguo; limítrofe MAS COM NECESSIDADE DE CRIAR BARREIRAS, PORTAGENS E/OU FRONTEIRAS.

3. Confinante; análogo; semelhante; não afastado (parente) MAS COM FAMILIARES QUE FAZEM MUITAS VISITAS AOS FINS-DE-SEMANA

4. Cada um dos habitantes de uma povoação SÃO SEMPRE MUITOS AOS FINS-DE-SEMANA

5. Morador; aquele que habita perto de nós E QUE DISCUTE SEMPRE MUITO ALTO COM A FAMÍLIA TODA E BATE AS PORTAS COM UMA VIOLÊNCIA HULKIANA NOMEADAMENTE DE MANHÃ E AOS FINS-DE-SEMANA

6. Casa habitada POR PESSOAS QUE SÓ SABEM CANTAR, GRITAR, METER O BEDELHO NO ALHEIO PRINCIPALMENTE DE MANHÃ E AOS FINS-DE-SEMANA