domingo, maio 24, 2009

Estar dentro não precisa de ser perto. Basta ser mais, basta ser um pouco mais. O suficiente para que a lembrança não vá, nem fique vã. Que fique por aqui, que por ali não vamos. Por ora, não se pode ir. Damos passos pequenos, embalados vamos, e cantamos à mesma voz. São canções que nos moldam as figuras e os risos e os abraços que sempre surgem, sempre. E aquelas saudades que aparecem, mesmo quando não queremos? Alimentam o vazio que é saber que o tempo passou e de nada fizemos a não ser acenar.

Folhas de calendário soltas, libertas por uma mão inquieta e uma mente indisposta. Requerer atenção pode quebrar laços antigos. De forte, hoje não tenho nada. Inquieta-me a possibilidade, o que pode ser, aquilo que virá, o ponto de interrogação que não me larga! Mas sei que sou feita de pequenos tudos, que me valem por tudo aquilo que rejeito em mim.

Cinco dias são mil pedaços gastos. São antíteses da esperança, do belo. São dois que me fazem respirar. São vozes que me pedem para ir.