terça-feira, fevereiro 17, 2009

Do twitter


O Urban Dictionary, fonte de saber infindável (ou talvez não) diz que quem 'twitta' é "a person who is obnoxious, a jerk, self-centered; doesn't care about about anyone but himself". Ou seja, quem passa o diazinho a mandar mensagens para o ciberespaço a dizer o que anda a fazer é, basicamente, parvo. E se o Urban Dictionary o diz, quem sou eu para discordar?! Realmente, surpreende-me a necessidade que actualmente se sente em saber-se da vida dos outros. Se eu fosse psicóloga, avançaria já com a análise "quem não tem vida própria, tem de se realizar através das vivências alheias". Como não sou psicóloga, digo apenas que estas pessoas são é coscuvilheiras. É a fofoquice de aldeia aplicada aos tempos modernos. Como agora ninguém conhece os vizinhos do lado nem sabe quem frequenta o café da esquina, liga-se o computador e pronto! Sabe-se de tudo sobre todos. E depois há a questão dos "seguidores". Não são "amigos", à semelhança de outras redes sociais, como apraz dizer. Não, o twitter tem "seguidores". Basta ver uma série americana qualquer para saber que daqui não vem coisa boa. É até assustador imaginar que alguém sabe o que estou a fazer a toda a hora. Pior! É assustador eu querer anunciar o que estou a fazer a toda a hora e haver gente que gosta de ler o que anuncio que estou a fazer a toda a hora. A mim não me apanham nessa! E depois vocês dizem, que eu sei que estão a dizer: "ah, mas tu tens um blogue e também contas coisinhas (ainda que muito poucas) sobre a tua existência" e "até tens uma página no hi5 e coiso". E eu respondo: "metam-se na vossa vida, pá!"