terça-feira, janeiro 06, 2009

Estocolmo, ali para os lados da Amadora


O que me apraz nas idas ao Ikea (by the way, eu digo I-kê-á, e para mim é masculino, nada dessas mariquices de dizer "vou à/ao 'I-kei-a'") além dos preços baixos, e de ter coisinhas catitas e a preços simpáticos e de ter sempre uns preços pequeninos para coisinhas girinhas, é podermos fingir, pelo menos durante as horas que nos separam dos corredores com setas amarelas das caixas, que estamos na Suécia. Ele é nomes de móveis com muito trema à mistura, bolachinhas de gengibre ofertadas por uma moça trajada a rigor a quem passa, muita bandeirola azul com cruzinhas amarelas, muita almôndega com molho de mirtilo...
Porém, ao chegar às caixas, deparamo-nos com filas e filas de pessoas, algumas delas envergando um fato-de-treino e cordãozinho de oiro ao pescoço, com putos pela mão aos gritos e mães histéricas a oferecer-lhes gentilmente duas chapadas na tromba.
A Suécia tornou-se de repente numa miragem.

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