quinta-feira, janeiro 29, 2009

Mimosa















Ontem assisti à antestreia de "MILK", no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Uma palavra sobre o filme: inspirador.
Uma palavra sobre a assistência do filme: purpurinas.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Não desperdisse os desontos!





























Newsletter e anúncio da Pixmania.

Apanhadintelectual (ou como se faz bom humor em Portugal)



Os Contemporâneos

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Piadas linguísticas

1.
- Ó mãe, o que quer dizer 'pourquoi'?
- Porquê!
- Por nada, só para saber.

2.
Um pargo vai a conduzir a alta velocidade. Ultrapassa uma lula pela direita.
Lula: Tás pargo ou quê?
Pargo: Calula!

E sim. Eu rio-me cada vez que as oiço. Sue me!

OST para hoje



Ladyhawke, Paris is Burning

sábado, janeiro 24, 2009

Friday Night's Tune



The Saturdays, Up

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Pontuações

Numa tentativa vã, tentei.
Aproximei, falei, pisquei o olho a uma leve possibilidade que já foi mais do que isso. Do outro lado, o nada. O quase tudo que também já o foi mas que, por inoperância mental e joelhos trémulos, não passou de pouco mais do que um zero. Foi uma tarde, foi uma manhã, foi um café após um sorriso. E um abraço também, bem a medo.
Quem descobre que é feito de pleonasmos, não insiste na metáfora.
Passa ao lado da beleza dos contratempos e segue pela mediocridade. Aquelas vidas que se habituam ao mesmo cigarro à mesma hora, ao mesmo trabalho que se sabe mau e que sabe ainda pior. Não se faz nada pelo contrário, muito pelo contrário. Ficam ali. Corpos indiferentes à diferença que tiveram em mim.
Hoje reconheço a distância e desisto de tentar, de aproximar, de falar ou até de piscar o olho a quem não reage, a quem se mantém infiel à fidelidade que juraram a medo.
Quem desiste de um ponto de interrogação, não merece um ponto final.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Shiu!

Segredo

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.

Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.

Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.

Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.

Carlos Drummond de Andrade

Obama nas alturas










Pronto, já não é preciso dizer "o presidente eleito", nem referir até à exaustão que é o primeiro negro na casa caucasiana. Vamos parar com a histeriazinha colectiva, vamos?

terça-feira, janeiro 20, 2009

Uma estrutura narrativa

Personagem principal: euzinha. Personagem secundária: primo Carlitos. Lugar: arrabaldes de Lisboa. Tempo: 1989. Acção: ir para cima de uma carrinha de caixa aberta e brincar aos elementos da unidade sindical enquanto se gritava CGTP! CGTP!

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Fresh face

E esta casa mudou novamente. Apenas de aspecto porque o conteúdo vai continuar a ser fraquinho.

domingo, janeiro 18, 2009

Um fim-de-semana cinematográfico

NO CINEMA
Sensível, tocante, fotográfico, doce, duro, enternecedor, marcante, sensato, original, perfeito.
Só com estes adjectivos consigo descrever "O Estranho Caso de Benjamin Button". E se aos adjectivos juntarmos o substantivo próprio Pitt, então está tudo dito.


NO DVD
Totalmente louco e fora dos parâmetros habituais, "A Ciência dos Sonhos" é uma daquelas películas que torna o mais céptico dos espectadores num romântico incurável. Porque brinca com a sensibilidade criativa, porque une dois personagens disfuncionais que só funcionam em conjunto, porque se fala em francês, espanhol e inglês, porque desmistifica o sonho como o conhecemos, porque mostra que o amor existe e que, mesmo garantido, exige imaginação.

terça-feira, janeiro 13, 2009

O Portugal dos pequeninos de espírito

Sabem o que está “in”, mas mesmo “in”? É dizer mal daquilo que é bom. Só porque sim. O quê? O Cristiano ganhou o prémio da FIFA para melhor jogador? E logo do mundo? Como é que ele se atreve?! Com uma crise destas? Isto está tão mau! Vamos lá dizer mal do tipo!
E os argumentos para sustentar esta crítica ainda são melhores: ou porque o Messi é melhor, ou porque Portugal tem dívidas externas e ainda aí uma crise dos diabos, ou porque os banqueiros lixaram o sistema bancário nacional todo e agora anda tudo endividado, ou porque a gasolina está cara, ou porque está frio com’ó caraças. "E o gajo agora tem o desplante de ganhar o título de melhor jogador do mundo?" Epá, digo eu, ganhem mas é juízo!
Tudo bem que não apoio a histeria colectiva nem a quantidade de reportagens, directos e páginas e páginas de revistas e jornais com a cara do moço do Funchal e sua mãezinha, mas também não desejei que ele perdesse, como os demais. Nem se trata do sentimento da portugalidade. Ele é genial, premeiem a genialidade! Ah, mas também temos médicos geniais, escritores geniais, investigadores geniais e esses não ganham prémios… Pois temos. E eles também são reconhecidos pelos seus feitos. Mas não fazem parte da “máquina”. O marketing da bola, meus senhores, faz milagres, endeusa mesmo as pessoas que só sabem correr, dar pontapés na bola e conjugar mal o Presente do Conjuntivo. Mas agora vamos ser comezinhos ao ponto de desejar que um gajo, que até é mesmo, mesmo, mesmo bom no seu ofício, não ganhe um prémio só porque achamos que aquilo que ele faz é superficial ou menor comparado com os problemas do país?
Aposto que se fosse um futebolista de outra nacionalidade a ser reconhecido como melhor do mundo, tudo bem, “o gajo até é bom e tal”. Agora, como é português, é futebolista, e até ganha uns trocos a mais do que todos nós, pronto! Já não presta. Deixem de ser queirosianos, por favor. Ah, e ele é tão arrogante. Pois é, mas ele pode ser. É bom e sabe que é bom. E isso nem é arrogância. É “self-awareness”, como se diz em estrangeiro. Digo mais, antes a arrogância dele do que a daquelas pessoas pequeninas dos nossos microcosmos que se armam ao pingarelho o dia todo. E aí já ninguém diz nada. Ou é porque é senhor doutor e fica mal, ou porque não queremos confusões, ou porque só fica bem dizer estas coisas nas costas.
Bem sei que este texto, que até já vai mais longo do que o pretendido, mais parece uma qualquer mensagem de um fórum de fãs histéricas do CR7. Não poderia estar mais longe da verdade. Mas, “shame on me”, até consigo reconhecer o valor que ele tem, na área a que ele pertence.
Basicamente, não gostam do menino, não é? Não faz mal, ele nem sabe quem vocês são. E isso chateia, não é?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Accessorizing

Ele gosta disto
Eu gosto disto

and it's perfect!

A letra Y

Isto sim, são boas notícias!!

terça-feira, janeiro 06, 2009

Estocolmo, ali para os lados da Amadora


O que me apraz nas idas ao Ikea (by the way, eu digo I-kê-á, e para mim é masculino, nada dessas mariquices de dizer "vou à/ao 'I-kei-a'") além dos preços baixos, e de ter coisinhas catitas e a preços simpáticos e de ter sempre uns preços pequeninos para coisinhas girinhas, é podermos fingir, pelo menos durante as horas que nos separam dos corredores com setas amarelas das caixas, que estamos na Suécia. Ele é nomes de móveis com muito trema à mistura, bolachinhas de gengibre ofertadas por uma moça trajada a rigor a quem passa, muita bandeirola azul com cruzinhas amarelas, muita almôndega com molho de mirtilo...
Porém, ao chegar às caixas, deparamo-nos com filas e filas de pessoas, algumas delas envergando um fato-de-treino e cordãozinho de oiro ao pescoço, com putos pela mão aos gritos e mães histéricas a oferecer-lhes gentilmente duas chapadas na tromba.
A Suécia tornou-se de repente numa miragem.

Välkommen a Alfragide.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Monday morning requires a good tune



The Coral, In the Morning

Duplo sentido

I.
E depois há aquelas pessoas que se afastam ainda antes do ano acabar e sabemos que em 2009 poucas vezes as iremos ver. E não faz mal. São caminhos que se cruzam e depois não e depois há encontros esporádicos, como numa qualquer estação de serviço. São jantares em que nada serve para conversar, porque aqui até a conversa da treta não existe sem empatia. São sorrisos tímidos, são olhares quase envergonhados, porque sabemos que já nada nos une, nem aquele mesmo encontro. E prometem-se outros, daqueles como no passado, mas sabemos que isso nunca mais voltará. Nem os rendez-vous nem mesmo nós. Nem mesmo as piadas, que merda, são sempre as mesmas. Voto no progresso, na evolução da piada, na desconstrução de qualquer embaraço imposto. E as críticas que surgem só porque escolhemos outro caminho não incomodam. Quando se está um passo à frente, o que ficou para trás é pó.

II.
Entende-se o porquê mas não se concorda. Ou, mesmo que se acene com a cabeça, as mãos já não tocam no vidro, como numa despedida de cinco minutos. Um “até já” que se tornou perene, um café que azedou, uma música que simplesmente já não toca da mesma maneira. Curiosidades que passaram a cliché, elogios frequentes que chegam ao insulto. Enfim, digo enfim intervalado por suspiros, a culminação do enfado. Querer um sol único é demais?

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Cartaz 2008

Pelo que consegui ler na última semana do ano passado pela blogosfera mas não consegui escrever dado ao meu estado debilitado-pré-senil devido ao malfadado vírus da gripe, a tendência é fazer listas. Os melhores filmes que se viram, os melhores livros que se leram, os melhores concertos a que se assistiram e pois que decidi fazer o mesmo. Sim, eu sei, que pouco original, mas os resquícios de tosse quasi tuberculosas não me deixam propriamente mais iluminada. Por isso,sem qualquer tipo de ordem de preferência ou cronológica, aqui vai:

Filmes catitas do ano
O Assassinato de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford
Ensaio Sobre a Cegueira
Juno
The Darjeeling Limited
Persepolis
Destruir Depois de Ler
Em Bruges
Into the Wild
Antes que o Diabo Saiba que Morreste

Artistas que mais tocaram no meu mp4
Kanye West
Santogold
Duffy
Girl Talk
The Last Shadow Puppets
Foge Foge Bandido, aka Manuel Cruz
Nick Cave
Vampire Weekend
The Ting Tings
The Sounds
Joy Division

Livrinhos com páginas que, quando juntas, fizeram muito sentido
A Fable, William Faulkner
Kim, Rudyard Kipling
Os Melhores Contos de Oitocentos, vários autores
O Arquipélago da Insónia, António Lobo Antunes
A Sangue Frio, Truman Capote

Espectáculos de som, luz e cor comigo a bater palminhas na plateia
Gogol Bordello, Optimus Alive!
The Hives, Optimus Alive!
Vampire Weekend, Optimus Alive!
Madonna, Parque da Bela Vista
David Fonseca, Coliseu dos Recreios
Fat Freddy's Drop, Casino Lisboa
Nouvelle Vague, Campo Pequeno

O bem-estar do bem que se sente

Todos falam da crise. Todos dizem que 2008 correu mal. Todos prenunciam o caos para 2009. Sem vergonha na cara, digo: 2008 correu-me bem. Ok, estou a mentir. Correu-me MUITO bem. Mudei de emprego, de casa, de vida. Nos entretantos até me apaixonei à primeira vista. Como nos filmes! E resultou. Como nos filmes! E resulta todos os dias. Mesmo como nos filmes depois deles acabarem! Viajei lá para fora e cá para dentro, fui a concertos, li muito, beijei muito, abracei muito, ri e ri e ri. Não ignoro que as coisas andam caras e o dinheiro não estica, não ignoro que o desemprego anda aí, não ignoro que as pessoas estão cada vez mais cabras, mas criei uma equipa vencedora em 2008. E não mexo!