quarta-feira, dezembro 31, 2008

Então...até para o ano, sim?

Quem aposta comigo que amanhã nas televisões portuguesas passará uma reportagem com o primeiro bebé de 2009? Hum?

terça-feira, dezembro 16, 2008

Please, Do Not Disturb



Caetano Veloso, "Não Enche"

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Assinar para Libertar



A 10 de Dezembro de 1948 foi adoptada a Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Um documento que, passados 60 anos, ainda precisa de muitas assinaturas. Aqui, um vídeo da autoria da Amnistia Internacional.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Problema de expressão

Ser metropolitana (também) é usufruir da bela rede de transportes públicos da cidade. E eu, metropolitana que sou, amiga do ambiente que também sou (até porque, cof, cof, não tenho carro), viajo na Carris diariamente. Todos os dias há histórias para contar daquilo que se vê, daquilo que se ouve, mas, essencialmente daquilo que não se quer ver nem tão pouco do que se quer ouvir, mas que se vê e que se ouve à mesma. Enfim, hoje houve um momento para mais tarde recordar. A Carris brindou a sua frota com uns novos autocarros. Mercedes de marca e marcados por um particular aspecto: são autocarros falantes. À semelhança dos comboios e do metropolitano, já é possível apanhar o bus e ver num painel electrónico o nome da próxima paragem, acompanhado pela mesma informação auditiva. Excelente ideia, já que será extremamente útil para os cegos saberem o percurso do autocarro, bem como para os normovisuais mais distraídos - claramente o meu caso. Mas a questão é: será que alguém entende o que aquela coisa diz? E porquê? Porque a voz que entoa as próximas paragens, mecanizada que dói, não respeita a fonética do português. E por quê? Porque chegados à Av. Álvares Cabral, a senhora que mais parece oriunda de Leste, vocifera: "Próxima paragem: Á vê ponto Á com acento lvares Cabral". Juro. Chegando ao M. de Pombal, a menina insiste e diz "Próxima paragem: Éme ponto Pombal." Mesmo.
Qual acordo ortográfico entre os países de língua oficial portuguesa, qual quê?! Faça-se um acordo fonético com a Carris!

sábado, dezembro 06, 2008

Lista de Natal...ou aquilo que eu sei que não irei receber mas que queria taaaanto

1. Um shouting vase, que é como quem diz um jarro para gritar. Quem nunca desejou dar um grito valente a meio de uma reunião de trabalho, num autocarro a abarrotar ou até mesmo em casa sem que ninguém se apercebesse da nossa súbita-mas-sempre-presente loucura?

2. Um cotonete fibra óptica, sim, leram bem. Quer dizer, não é um cotonete, se bem que limpa os ouvidos. Sempre quis ver o que se passa ali para os lados do tímpano e do martelo. E com este magnífico aparelho podemos limpar o courato e ainda ter imagens reais e em directo na nossa tv. É como a TVI, mas melhor.

3. Não podia faltar um brinquedo, pois claro. E, para este Natal, eu quero o jogo "Chocante Cachorrinho Enjoado". As instruções são simples. Temos um cão que regurgita uma substância verde viscosa, não é? E depois só temos de retirar deste vomitozinho toda a espécie de germe e pedacinhos de almoço. Divertido, hã?

4. Sou uma céptica. Para mim não há Deus, o José Castelo Branco não é humano e ainda não é desta que o Sporting vai ganhar o campeonato. Mas é impossível não acreditar nas Mãos Curadoras desta massagista quiropata. Adquirimos a espécie de prótese da profissional do esfreganço numa loja, colocamos as mãozinhas por baixo da cabeça e, voilá, estamos curados de todos os males para toda a eternidade. Eu acredito. Acredito piamente. Mas é que acredito mesmo.



5. E para terminar, porque a parvoíce já está a atingir um nível (até para mim) deveras alto, quero um duche portátil. Sou uma pessoa lavadinha, que sou, e gosto muito do meu banhinho diário. Mas há aqueles dias em que me dava jeito tomar um outro duche, vá lá, no supermercado ou no parque de estacionamento de um centro comercial. Se receber este presente no Natal passarei a apreciar este momento relaxante quando e onde quiser. Anyone?!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

animae perditas

São corpos que se arrastam entre duas paragens. A ida e a volta. Pouco mais sentem, pouco mais dizem. São entrelinhas que bastam para falar o suficiente. Olhos carregados, braços pesados, pés que nem pegadas deixam. São dores que nem físicas são. São caras amarrotadas, cabelos empastados, pernas cheias de ossos por quebrar. O resto partido está. E o coração, esse, negro e remendado, tenta bater, tenta pulsar, tenta sentir. O vaivém que não chega a partir.