terça-feira, novembro 18, 2008

Em busca do iogurte perdido


Estou preocupada. E não, não é com a avaliação dos professores nem com o facto de o Sporting ter perdido com o Leixuões (se bem que isso também chateia um bocadinho) mas, sim, com a variedade de iogurtes existente no mercado. Aloé vera, pimenta e jindungo. Shampoo, carne e feijoada. Esta é a única relação que entendo entre estes conceitos. Mas não. Os senhores dos iogurtes acham que isto é próprio para misturar na fermentaçãozinha do leite. Ginseng, guaraná, cenoura. Chá, bebida gaseificada brasileira, salada. Só. Não inventem, a sério! Ninguém acorda e diz "epá, o que eu queria mesmo agora era apreciar um iogurte de pêssego e chá verde!" ou "o que marchava neste momento era um iorgurtezinho de romã com pistachios tostados". Ninguém. Viva o iogurte de morango, de banana,o natural ou até o de ananás. Ou de banana-morango,vá, um pouco de loucura. Mas não chamem o gourmet para o mundo encantado dos lacticínios. Ninguém está interessado em ter o Henrique Sá Pessoa a criar receitas para a Danone. Qualquer dia temos um iogurte de limão com raspas de gengibre e folhas de rúcula ou um com aroma a beringela recheada com pedaços de bambu e manga em molho vinagrete. Tenham juízo, pá!