segunda-feira, setembro 01, 2008

Da virtualidade

Uma e outra conversa que começam timidamente. Ou é a barreira dos pré-conceitos ou é a confiança que ainda não se tem ou é porque hoje não dá tanto jeito. Mas as frases nascem naturalmente e por vezes rimam sem saber. Tecla a tecla, recorrendo ou não a sinais mais ou menos indecifráveis, as ideias surgem, são debatidas e, mais, ajudam a esclarecer outras. Ou é amizade ou então não sei o que será. Entender o que o outro lado diz a escrever e saber que deste se passa o mesmo.

A proximidade nasce do longe que existe.

Os dias descrevem-se facilmente, sem esperar elogios, críticas ou comentários. Fala-se e pronto. E daí vem a possibilidade de um café, conjugado com conversas já existentes e sorrisos um dia inesperados.
Agora são uns olhos verdes meigos. Sem me lembrar sequer das vezes que nem lhes via a cor. Ou era a barreira dos pré-conceitos ou era a confiança que ainda não se tinha ou era porque naquele dia não dava tanto jeito.

Ou é amizade ou então não sei que será.