terça-feira, setembro 30, 2008

Danças


Voámos dali porque aqui não encontrámos poiso. Nem abrigo, nem uma linda janela virada para o mar. Mas uns braços meus bateram de encontro aos teus numa noite. Naquela tarde, porém, o tempo era mais nosso. Hoje decidi fazer com as horas aquilo que elas me permitem fazer quando sou mais eu. E, rodopiando numa dança errática e deliciosa, prometo não ficar por aqui. Vens comigo mais uma vez. E mais uma vez, voamos.

Decididamente...

...não sou aquilo que faço.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Mind this

Imagem DR

Dor de âmago

Do alto da insignificância, ele chega e diz que consegue fazer tudo melhor. De tão mau, nem reconhece a podridão que ainda agora lhe bateu nos dentes. Caminha, altivo, sem tropeçar porque a rede de segurança, tão baixa quanto ele, está ali. Daqui vejo uma distância que só me faz aproximar cada vez mais do outro lado. Caminho, ali para os lados do nada, bem sei. Mas os meus pés não sucumbem ao espírito vazio de alguém que apenas vê a riqueza em números. Foi uma agonia real, aquele momento. Outra vez. Senti as unhas dos dedos das mãos a empurrarem-me o estômago. "Querias gritar mas não podes", diz-me o pobre órgão, completamente negro, completamente rendido. Mas eu não. E irei gritar a mediocridade que me gela os olhos diariamente. Hei-de escrever um poema póstumo a toda a vossa existência.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Só para ser diferente

Já todos sabemos que o concerto da Madonna conseguiu personificar o adjectivo "espectacular". Nem outra coisa seria de esperar. Mas o tempo agora é de outra senhora, literalmente. Para aqueles que não foram ontem (shame on you!!!) apresento-vos Robyn, a miúda sueca, que me fez abanar a anca antes da aclamada rainha do pop entrar em palco. Aqui, no programa do Letterman, "Cobrastyle".

sexta-feira, setembro 05, 2008

O anúncio de uma morte crónica

Eu matei um amigo. Assumo já o crime, assino de imediato a confissão, tragam as algemas! Matei-o e voltaria a matar. Não me apetecia ser branda depois de quase oito anos de abraços. Não me apetecia manter uma amizade baseada em estúpidos textos de telemóvel. Apaguei-o, esqueci-o. E nem uma pontinha de remorso cresce em mim. Nada. Como aquilo que sei dele neste momento. Não há desculpas porque nem sequer há culpas. O senhor destino decidiu e por mim está decidido. Eu só cumpri o que havia de ser feito. Pôr aquele ponto final naquela história que há muito não era reescrita. Dramática, esta morte. Mas sentida. Como todas as piadas trocadas ao longo de muitos anos. Por isso tinha mesmo de ser assim. Morte visceral, quase dupla, que me levou um pouco da alma. Não doeu. Aceitei esta morte naturalmente e ainda agora morreste para mim. Nem sequer há saudades. Nem sequer há memórias.

Só existes tu = algo que mudou e que eu já não admiro.

Por isso não há flores nem abraços de despedida.
Matei-te e confesso o que fiz. E nem te atrevas a voltar para me assombrar os sonhos pois já não fazes parte da minha vida acordada.

Adeus.

terça-feira, setembro 02, 2008

Ah! E só mais uma coisa!

Facto

A partir de hoje já não posso usar o Cartão Jovem.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Da virtualidade

Uma e outra conversa que começam timidamente. Ou é a barreira dos pré-conceitos ou é a confiança que ainda não se tem ou é porque hoje não dá tanto jeito. Mas as frases nascem naturalmente e por vezes rimam sem saber. Tecla a tecla, recorrendo ou não a sinais mais ou menos indecifráveis, as ideias surgem, são debatidas e, mais, ajudam a esclarecer outras. Ou é amizade ou então não sei o que será. Entender o que o outro lado diz a escrever e saber que deste se passa o mesmo.

A proximidade nasce do longe que existe.

Os dias descrevem-se facilmente, sem esperar elogios, críticas ou comentários. Fala-se e pronto. E daí vem a possibilidade de um café, conjugado com conversas já existentes e sorrisos um dia inesperados.
Agora são uns olhos verdes meigos. Sem me lembrar sequer das vezes que nem lhes via a cor. Ou era a barreira dos pré-conceitos ou era a confiança que ainda não se tinha ou era porque naquele dia não dava tanto jeito.

Ou é amizade ou então não sei que será.