sexta-feira, junho 27, 2008

Requisitos mínimos para a escolha de um certo e determinado bairro residencial em detrimento de outro

Na escolha incessante de nova habitação, há outros factores a ter em conta além do valor da renda ou dos números a seguir ao T. A localização do novo espaço é deveras fundamental. Assim, há que considerar intensamente os seguintes três critérios aquando do arrendamento (três por agora...brevemente arranjarei outros tantos, mas agora não tenho muito tempo para escrever, que a minha vida não é isto):

1. todo o bairro deverá ter um maluco. Mas um maluco a sério, não é daqueles que diz "ah e tal eu sou um grand'a maluco". Não. É necessário que cada bairro tenha um indivíduo mentalmente desequilibrado. Eu consegui melhor. Tenho um mesmo na minha rua. Mais informações sobre este sócio do Miguel Bombarda em breve.

2. todo o bairro deverá ter velhas à janela. O dia inteiro, preferencialmente. São elas que sabem quem entra, quem sai, a que horas vai e a que horas vem. São elas que abrem a porta ao carteiro e aos indivíduos da EPAL e da EDP. Eu consegui melhor. Tenho uma mesmo na porta ao lado e é uma querida.

3. todo o bairro deverá ter uma tasca (que é basicamente um café que serve mais vinho do que outro líquido qualquer e que se caracteriza por ter um chão misteriosamente autocolante e com cascas de amendoins aos montes). Será neste espaço que os habitantes do bairro se juntam de quando em vez, ou o dia todo, para trocar impressões em voz bastante alta sobre o estado da Nação ou então sobre a vizinha do 1º Esq do nº7 que recebe visitas sempre depois da meia-noite. Eu consegui melhor. Tenho duas tascas na minha rua. E uma mercearia. E um cemitério.

É por estas e por outras que me sinto a viver em pleno um anúncio do Millennium BCP... ("Aqui vou ser feliiiiiiiiiiz", get it?)