sábado, janeiro 26, 2008

Nome de código: Náusea

A publicidade tem lá os seus encantos. Movida pela curiosidade, lá fui eu ontem ver o super misterioso ataque a Nova Iorque no filme "Nome de Código: Cloverfield". Sim, esse da antestreia no metropolitano de Lisboa. Pois, muito bem. Depois de jantar, e sublinho o "depois de jantar", sentei-me para apreciar o tal mistério dos tempos modernos.
Aquilo não começa mal, com o típico vídeo amador a registar os momentos mais engraçados de uma festa de despedida. E assim continua por TODO o filme. Uma câmara de vídeo amador a abanar os planos todos durante quase uma hora e meia. Um "Blair Witch Project", versão ficção científica metropolitan. Tal como nesse grande épico em que jovens americanos corriam pelos bosques assustadíssimos por causa de uma coisa que desconheciam, sempre com uma câmara nas mãos e no chão e no ar e no raio que a parta, também estes 'yuppies' decidiram gravar o vulgo 'borrar da cueca' enquanto vagueiam pela Big Apple. E tal como no filme das bruxas do mato, eu fiquei super enjoada com aquele movimento constante dos planos, o chamado "motion sickness".
Meus amigos, eu pergunto: não teria sido melhor marketing associarem-se a essa grande marca de medicamento que é o Vomidrine?! Teria sido uma jogada de mestre, digo eu. Até porque com a crise na Saúde nacional, o protocolo entre as indústrias cinematográfica e farmacêutica seria um possível incentivo à tal da unidose que o sôtor Correia de Campos quer implementar.
Um bilhete de cinema, um comprimido para o enjoo.
E, assim, eu não teria saído do cinema para...vocês sabem...