quinta-feira, maio 17, 2007

Em três tempos

I. Não digas que não, quando é demasiado evidente que aqueles olhos de pura ignorância e de sorrisos tolos te convenceram. Não sei se por puro reflexo ou por pura conquista, lá estás tu, tão cego como desinteressante. Novamente me conforto por estar deste lado.

II. Começo a gritar mesmo antes da voz chegar aos pulmões. Ajeito-me na cadeira novamente só para ter a certeza de que não me sinto mesmo bem aqui. O sol convida sempre a um pouco mais de companhia e é ali que eu não quero estar. E até a pele de um rosto cansado reflecte este mau-estar cíclico e totalmente esperado. Respirar, precisa-se.

III. Gosto de querer imaginar-te.