domingo, abril 15, 2007

The weakest link

Não consigo deixar de sorrir. É aquele sorriso idiota de quem acabou de levar um murro no estômago e não sabe muito bem o que fazer para disfarçar a dor. Como nos filmes. Uma cena de luta. Dá-se a agressão, faz-se um plano apertado de quem foi atingido, e, em câmara lenta, vislumbramos esse sorriso de que te falo. Estás a imaginar? Agora põe-te no lado de quem leva. Foi uma linda cena.
Eu proponho a morte por esquecimento. E por que não estrangular antes um pouco as líquidas promessas de uma sinceridade que nunca o foi? Que dizes? Eu acho que é a tua cara. Enganador, falso, de sorriso fácil, que se alimenta de interesses, mas que se mantém sempre dócil, bem-educado, mesmo com quem lhe é supostamente indiferente (o supostamente é a palavra-chave, visto que nunca se sabe se estás a dizer a verdade)...é assim que manipulas quem se chega um pouco mais, não é?
E por isso chega. Relembro ao de leve a tua aproximação e duvido do meu intelecto, sempre tão valorizado por ti. Sorrio de novo. De repente a ideia de tu valorizares a inteligência de alguém deu-me vontade de rir. Agora por ser mesmo ridículo - como tu e a tua capa de sensibilidade podre, sem estrutura anímica para dar volta à confusão que é a tua vida.
Mas aplaudo o teu calculismo, sinceramente. Conseguiste roubar alguma da minha prosa, que neste momento te castra. E te diz que não és suficiente, nem merecedor de uma frase adornada por adjectivos.
Se a desilusão tivesse outro nome seria o teu. Deste-me uma imagem de ti que não corresponde minimamente à verdade. E por isso, só por seres idiota ao ponto de teres sido desmascarado, este combate é meu.
K.O.