sexta-feira, abril 20, 2007

Homenagem ao eterno poeta, tu

2:44 am

passo

Neste momento
em que pressiono espaço
em que dobro o silêncio em redor
em que pauso
neste assento de aço mole
tremo.

Tudo aconteceu invisível.
E é no mesmo recheio molecular,
nesse canto aparte que já me apareceu assim
só reflexo
que o ritmo se escuta e evolui fabril
e decide esperar.

E depois já não.
Outro instrumento entra em cena
soa um novo percorrer
e o que foi feito aconteceu como treino e pesos
como voz que compreende e diz tudo num virar de esquina de mão dada
para quemais tarde...agora
se cumpra
e mude.

P.B.