sábado, abril 07, 2007

A direcção de um sentido

O meu corpo não tem memória. Mesmo que os olhos se fechem e se esforcem por recordar, não surge qualquer imagem, nem mesmo um cheiro ou um som. Talvez um toque, nada mais. Nestes sentidos inexistentes vive a evidência de um abandono. Viro em direcção a um caminho alternativo. E não olho para trás.