quinta-feira, dezembro 07, 2006

No fraquejar está o ganho

De todas as formas possíveis, aquela foi a melhor. A sério, não digas que não. Dirijo-me a ti, péssimo julgamento interior, e as todas as vezes que não exiges concentração a ti próprio. Não percebes que acenando vais fazendo com que o vento ande mais depressa? Não queiras isso. Lembras-te do teu amigo, o arrependimento? Quando ele chega, cedes sempre, os joelhos fraquejam, os lábios tremem e nem se chegam a ti. E depois tu, que estás lá dentro a julgar, encontras sempre uma maneira de criar uma realidade paralela, não é? Ou porque não atinges a perfeição ou porque nem chegas lá perto. E os nervos que chegam à garganta na hora em que pensas que falhaste. E há sempre uns cabelos encaracolados a passar-te a mão pelo juízo e a pedir-te calma. Encontras uma serenidade qualquer e voltas ao lugar.
Por enquanto ficas aqui. Amanhã já não sei.