domingo, dezembro 03, 2006

Ele não nasceu prá música!

Ele ronda os quinze anos e, como qualquer adolescente com as hormonas aos pulos, acha que a sua vocação é a música. Mudou-se-lhe a voz e o rapazola já se acha homem o suficiente para dominar a arte desse instrumento tão silencioso que é a bateria.
Não me entendam mal, eu gosto muito de baterias (e de braços de bateristas), mas, convenhamos, só gosto daqueles que tocam bem. E este puto armado em Lars Ulrich de trazer por casa não sabe o que é uma bateria. Pior, ele utiliza as manhãs de sábado e de domingo para ensaiar (e sem professor, só porque sim). Pior ainda, ele mora no andar ao lado. Cenário dos horrores, num quarto contíguo ao meu.
Como presente por ter chumbado três anos consecutivos no sétimo ano, o avôzinho deciciu oferecer ao menino uma bateria! Enternecedor, no mínimo.
Mas há três semanas que não sei o que é dormir nas manhãs de fim-de-semana. Mesmo que me tenha deitado depois das quatro, já sei que cinco horas depois começa o batuque.
Começo a ter algumas ideias acerca da utilidade daquelas baquetas...e aí a música vai ser outra.