quinta-feira, novembro 16, 2006

Quietude ou talvez não

Aproximas-te de uma realidade demasiado ideal. Perfeitamente escusada, devo dizer-te. Quando te olho bem centradamente para esse teu umbigo de sorrisos suaves, tenho aquela sensação estomacal, que me lembra umas outras tantas, de pertença, de vontade de dizer mais. Mas não digo. Levo as mãos à boca e fico-me pelo fervilhar de ideias agudas a teu respeito. E também porque te respeito não faço mais nada. Supostamente agora arrancava umas pequenas migalhas de um pão qualquer e ensinava-te o caminho até mim, mas não sei se tenho tempo para isso. Até quero, mas a inoperância mental tem destas coisas e pensar demasiado em ti à noite bloqueia-me as acções durante o dia. Mas estás lá. Presente, num canto, como uma oferta de uma cantiga só para mim. Canta lá aquela música, que eu sei que tu sabes. Também gostas, não é? Vou esperar que o calendário vire as folhas por ti.