segunda-feira, outubro 30, 2006

Et vive la France!!

Guillaume Canet
Foto:Marcel Hartmann

quinta-feira, outubro 26, 2006

Salut! Merci! S'il vous plaît! Bonjour! Baguette!

Vou desafiar as vertigens, ai vou, vou!

terça-feira, outubro 24, 2006

La fin

Sorri por entre a janela embaciada por um abafado gesto teu. Cabisbaixo, como sempre soubeste ser, prostrado num banco que tem cheiro a vazio, a velho, a ti. Encolhi os ombros perante a impotência. Os pontos de interrogação surgem sempre em catadupa, como um remoinho de águas pouco profundas, que apenas chapinham preocupações e dúvidas e mais dúvidas. Pois agora chegou aqui a certeza. Chegou mesmo agora. Vestiu um roupão para ficar mais à vontade e facilmente se encostou à cabeceira da cama. Quando um ponto final decide aparecer, não há texto que se permita continuar. Nem aquelas "never ending stories" que eu tanto gosto, assumem uma reviravolta no argumento e se definem como únicas. Não. A certeza do fim completa o ciclo temporal de um tempo, de um lugar, de certas personagens...enfim, de um enredo construído em tempos, mas que agora não tem tempo para si.
Respirei um sopro entrecalado com pequenos laivos de esquecimento. Não sabia por que suspirava, não sabia o motivo daquela má memória.
Como num filme, chegou a hora de aparecer, em letras bem gordas, o "The End", bem antes do genérico final. Aqui, é a banda sonora que conta sempre.
Por agora será, "Last Goodbye", de Jeff Buckley.
Por agora, não poderia ser outra.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Doce antevisão

Eis senão quando a RTP1 me surpreende! Isto, sim, é serviço público! Ainda para mais, aguça o apetite de quem vai a Paris este fim-de-semana...

domingo, outubro 22, 2006

Foi um touro que quase me matou!

Quatro horas e trinta e sete minutos. Nada mais nada menos.
4h37m a ouvir
fado.
Eu não sou daquelas que nega à partida uma ciência que desconhece. Por isso, lá fui, meio obrigada, meio pela curiosidade. E custou tanto... Aquilo é de levar às lágrimas. A sério, é deprimente, soturno, muito «ai, jesus, o que vai ser da minha vida, que estou tão infeliz e a minha mãezinha morreu num acidente de carro e depois o meu irmão no dia do funeral atirou-se para a cova porque queria ir com ela». Isto é, basicamente, uma noite de fados para quem desconhece. Um dos versos de um dos fados cantados por um dos 354 particpantes da maratona do destino lusitano era «eu nasci amanhã». É bonito, é poético. Pena é que não seja verdade. Se ele tivesse nascido amanhã, eu ontem não o teria ouvido a desafiar...
Enfim, a mim não me apanham novamente numa destas...

sábado, outubro 21, 2006

Finalidades

Apanha a roupa do chão como pedaços de céu por explicar. Agora não há solução. Faz-se do improviso emocional o melhor remédio - o que nunca dá certo. Faz-se de uma tentativa de explicação um gaguejar estúpido, um tremor de pernas sem igual. Tenta-se fazer ligações entre mundos paralelos e nunca, mas nunca, se premedita sensações. Há o planear de uma viagem e depois de uma outra sem saber bem como se irá regressar. Um estado normal que evoca gratidão, uma solução a um problema sem resolução.
Dá-se as mãos à palma de uma criança.
A inocência pode compensar quando a culpa pesa num peito inchado.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Das entranhas

A cara dos derrotados que apenas lamentam a má sorte pessoal e que invejam o sucesso dos outros. Assim é como te vejo.
Fraca, incompetente, mentirosa e, acima de tudo, infeliz. Acredito até que as três primeiras más qualidades sejam motivadas pelo negro que é a tua triste vida.
A infelicidade é o teu catalisador.
Mesquinha, picuinhas, dissimulada.
Parece que a tua debilidade física chegou-te ao cérebro e que, por isso, quando te pedem para pensar, tu páras. Não consegues fazer melhor porque não sabes.
A ignorância é o teu principal motor de busca.
Desculpas as tuas próprias falhas inventando crateras no percurso dos outros, porque assim é mais fácil, porque assim és facilmente perdoada por aqueles que mais não sabem também. Estás rodeada por um mundo fechado que promove a mediocridade e que condena a excelência.
O protagonismo da sapiência dos outros ofusca a tua pequena dimensão.
Chegas a ser uma sombra que chega a cheirar mal.
Dás-me náuseas.
És ingrata e profundamente risível.
Desprezo os sons dos teus passos e a tua falta de coragem. Por isso, aquando deste ponto final vais desaparecer...agora.

quarta-feira, outubro 18, 2006

They are, they are, the youth of a nation

Pelas 09h38, mais coisa menos coisa, dois putos com os seus 13 anos, novamente mais coisa menos coisa, foram, hoje de manhã, os meus companheiros de viagem no metropolitano. Enquanto ingeriam um pacote de aperitivos Doritos Tex Mex e uma fanta de ananás como pequeno-almoço tiveram este curto mas profícuo diálogo:

- VisteS ontem as notícias?
- Hã?! (enquanto retira pedaços de uma coisa cor-de-laranja das dentuças ainda de leite)
- As notícias…ontem…tava lá um puto do meu bairro. VisteS?
- Eu não vejo notícias. Só vejo a Floribella…

terça-feira, outubro 17, 2006

A forma de um poema

I wandered lonely as a cloud
That floats on high o'er vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host, of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze.

Continuous as the stars that shine
And twinkle on the milky way,
They stretched in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance,
Tossing their heads in sprightly dance.

The waves beside them danced; but they
Out-did the sparkling waves in glee:
A poet could not but be gay,
In such a jocund company:
I gazed--and gazed--but little thought
What wealth the show to me had brought:

For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.

William Wordsworth

domingo, outubro 15, 2006

Tadinho do Calvin...

Évora, 2006

sábado, outubro 14, 2006

Companhia das horas tardias

As pestanas pesam e as palavras saem mais ou menos desalinhadas do pensamento. O cabelo está mais suave, mas as horas ainda passam a correr. A memória tende a mumificar
tudo ao seu redor parece de mármore - frio, pesado, misturado. Sem adornos nas sílabas que compõem um ciclo de frases em tom monocórdico ela dá por si a rejeitar os próximos minutos. Tudo parece igual.
Os olhos não mudam a expressão, a indiferença planeia a vingança em breve. Justifica as lágrimas ao som de uma música antiga e com a esperança nova em subir uns degraus, fica imóvel por uns tempos. Ela sabe que os impulsos podem nascer a qualquer momento. Por agora, veste um casaco e vai cumprimentar o exterior. O ar faz-lhe bem.

quarta-feira, outubro 11, 2006

O João Legenda é que sabe!

(...)

Take it slow
Maybe we'll live and learn
Maybe we'll crash and burn
Maybe you'll stay, maybe you'll leave,
maybe you'll return
Maybe another fight
Maybe we won't survive
But maybe we'll grow
We never know baby youuuu and I

We're just ordinary people
We don't know which way to go
Cuz we're ordinary people
Maybe we should take it slow

We're just ordinary people
We don't know which way to go
Cuz we're ordinary people
Maybe we should take it slow

This time we'll take it slow
This time we'll take it slow

John Legend, "Ordinary People"

terça-feira, outubro 10, 2006

Isn't it ironic?!

Esta manhã ia sendo albarroada (sim, é o termo mais indicado) pelo autocarro 226, da Rodoviária de Lisboa que, no painel do destino, alternava entre "Arroja" - where the hell is this? - e o desejo de "Bons Dias" aos seus passageiros.
Ia sendo atropelada, na passadeira, por um tipo com cara de Jack Nicholson em "Voando sobre um Ninho de Cucos", enquanto ouvia "Jesus Walks", de Kanye West no mp3!
A ironia fez-me sorrir enquanto senti o espelho do autocarro a beijar-me os cabelos...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Não foi a melhor noite para ver este filme...


Before Sunrise (1995)

domingo, outubro 08, 2006

Coração que pensa sofre menos?

Palpita-me que estás a palpitar demais, coração.
De manteiga ou de pedra, ainda não percebi bem como és. Uma vez o passado disse-me que eras impulsivo. Eu também acho. Por isso estás prestes a rebentar uma vez mais, e outra ainda talvez.
Quem sabe?
Acredito que sejas maior do que já foste, mesmo daquela vez, lembras-te?
E ele deu um murro na parede, com as lágrimas a teimar em não descansar nos olhos. E ele nunca tinha chorado, lembras-te?
Fazes coisas parvas. Só porque bombeias o sangue que me alimenta o corpo, pensas que és muito importante, não é? Pensa só que quem pensa aqui é a cabeça.
É assim que quero que sejas.
Um coração pensador.
Pensa.

Leaving Las Vegas

Um filme, que bem pode ser um soco no estômago, ou uma história de amor profundamente bem contada.

sábado, outubro 07, 2006

Sonhos que não despertam

Ludacris stand by my thoughts within my pillow.
E depois acorda-se, e o estímulo de uma verdade acerta em cheio nas pálpebras que ainda ardem...e muito. Queria mesmo que te despachasses. Que acordasses do teu mundo dos meio-termos e que conseguisses finalmente ser um entre poucos envolto em nuvens. Ou então que a exigência diminuísse através do espelho. Fica-me, mas depois incomoda-me e apetece-me dizer "até amanhã". Ou nem isso.
Através daquele sonho desperto
em mim
elevas as expectativas fugazes.
Como um quadro entre quatro paredes que ainda não se têm. Como um perfume doce que enjoa a camisola por vestir.
Caminhando todos os dias a mesma rua, a mudança exige-se.

quinta-feira, outubro 05, 2006

(a little) closer

Clive Owen

segunda-feira, outubro 02, 2006

Cruzes canhoto!


Foto retirada do filme The Omen, 666 (personagem Damien, o filho do Diabo)

A célebre expressão "o pecado mora ao lado", no meu caso, devia ser alterada para "o filho do diabo mora ao lado". E a expressão aplica-se literalmente.
Há quem diga que ele é hiperactivo. Para mim, o miúdo é apenas estúpido.
"Mas, Paula, é só uma criança..." diz a minha sensata e tão inconveniente consciência. Mas é difícil ouvir a minha própria mente quando o raio do fedelho está 20 minutos nas escadas do prédio aos berros. Não, ele nem berra. Ele zurre, ele emite sons jamais ouvidos num ser humano. E digo-vos: não é nada agradável acordar assim, ai não, não é. Pois bem. Ele há calmantes, ele há sedativos, ele até há um bom par de palmadas. Mas não. O pequenito Lucifer bate em tudo o que mexe (se bem que já o vi a pontapear diversas vezes paredes e portas), incluindo a mãe, os primos e a avó. E ninguém lhe diz nada.
Os pedopsiquiatras e afins dizem que os meninos ficam "traumatizados" quando se lhes grita ou se lhes dá uma palmadita para pararem quietos.
É óbvio que não sou a favor da violência (se bem que neste caso....), apenas acho que as birras deste Belzebu em miniatura são reflexo da má educação que está a ter. Eu até lhe perdoava quando o demónio de trazer por casa tinha 1,2,3,4, vá lá, 5 anos. Mas ele já caminha para os 7 e nada. Continua a ser o mesmo ser dos infernos de sempre.
O diabo mora ao mesmo (meu) lado...Não haverá uma associação de inquilinos especializada em Noddys diabólicos que me possa ajudar?!

P.s: Para todos aqueles que ficaram escandalizados, devo recorrer a uma adenda. Eu adoro crianças, a sério que sim...mas este demoniozinho dá-me uns neeeerrrrrvoooooss!!

domingo, outubro 01, 2006

É o choque...

quando alguém que partilha o mesmo sangue que nós diz que vai participar numa festa, sob a identidade de Topê - um dos elementos desse grande nome da música nacional, D'zrt...
Pior mesmo seria se o miúdo chegasse a casa e anunciasse que vai fazer de Ana Malhoa...