domingo, agosto 20, 2006

Sabedoria precisa-se

Salazar dizia "Abençoada ignorância, que tornas o Povo tão feliz". Talvez por isso, por pura reminiscência e desprezo pelo antigo regime, ou porque simplesmente não concorde, não concebo tal ideia. Rejeito mesmo a ignorância, seja ela de que tipo for.
Diz-me o que tens a dizer, eu dir-te-ei o mesmo.
Gosto de argumentar, explanar ideias, nunca (ou tentando veementemente) falando acima do tom de voz normal, seja que tema for. E prefiro (leia-se: exijo) que façam o mesmo comigo.
Digam-me a verdade.
Mandem-me à merda.
Critiquem.
Mas argumentem, por favor! Discutam com base em provas, apoiados no concreto e não em generalizações ridículas do género: «então porquê?», «porque sim».
Até percebo que nem todos os seres nasçam com capacidades oratórias acima da média. Mas creio que todos os seres,pois que sim, sentem. E dai a necessidade da expressão. Para isso se escreve poemas, se faz filmes, conta-se anedotas, canta-se...Há a fotografia, a pintura, os gestos...para isso há as palavras que, de mãos dadas com a entoação, podem tornar físicos os pensamentos.
É, assim, preferível conhecer a ideia do Outro. Mesmo que não seja interessante, mesmo que magoe, mesmo que seja banal...mesmo que seja mentira. É bom poder refutar, rejeitar, contrapor. É mais justo, é a pura comunicação leal.

Tempo para um desabafo/recado (mais do que) pessoal: de mim só mereces palavras vagas...tal como és para mim.