quinta-feira, agosto 17, 2006

APRE(e)NDER

Sentei-me no banco errado da razão e dei por mim a desembrulhar um novo lado esquerdo. Dirias tu que cresci, digo eu que sim. Os teus conselhos disfarçados de verdades surgem como pequenas gotas de água, que saboreio por entre os lábios secos de novidades, como és para mim. A diferença das tuas palavras lambidas tem outro sabor, encontrando paz num acorde de guitarra ou em qualquer coisa parecida. Como disse um mestre nosso partilhado, «eu tornei-me um optimista céptico, não sou bem igual ao céptico opti-místico, só quero encontrar paz sem arrastar atrás nem mestre nem Deus»* e assim afirmo eu. Ver o dia sempre mais cedo, acordar a meio da noite e ler mais um livro, porque aquelas frases nunca são de menos.
Antes de mais é preciso olhar de frente para o banal e ver a beleza que nele se esconde.
Aprendeste-me isso.
*Jorge Palma, Optimista Céptico, 2004.