quinta-feira, junho 22, 2006

(Des)interessada

Penduro os braços junto ao corpo bamboleando ao som de uma música gasta pelos ouvidos. E não se culpa o desinteresse, nem o virar da página do jornal diário. A vitória sob os sonhos saboreia-se a caminho de casa, com a camisola suada, sem muito ter trabalhado. É o esforço de todos aqueles que sabem que não podem avançar sem dar um passo em falso primeiro.
Os anos passados com gargalhadas intermináveis são relembrados por entre um chá ou dois ou até mesmo um café, porque esta noite não me apetece dormir.
Sempre que durmo, os sonhos beijam-me de tal forma que acordo com mais marcas das horas do meu dia. Como fotografias que congelam o rumo de pessoas coloridas a preto e branco. Como exposições de quadros antigos em molduras envernizadas.
Aparente(mente).