quinta-feira, maio 04, 2006

Realidade ficcionada

-Não podes dizer que não me esforcei.
-Pois não...esforçaste-te de mais...

Tentando ser entendido pela Babel de cartão que, de repente, se molhou, entende-se melhor a mutabilidade das conveniências.
Assusta um pouco, é verdade, mas a princípio é sempre mais fácil e as certezas batem-se lado a lado com as expectativas.
Nunca se sabe muito bem onde está o início e se aquele fim será igual a todos os outros.

Dá-se a mão à palmatória, uma palmadinha nas costas, e olhar nos olhos torna-se desconfortável.
Doloroso mesmo.

A piada aparece como salvação para o erro, pedir desculpas é o mais certo a fazer e a confusão das atitudes só apetece mandar à merda todos os sorrisinhos de protocolo.

Pede silêncio por agora e alega cansaço em defesa da pata que pôs novamente na poça.
«Assim é mais fácil e acreditarão todos em mim».
Mas não é bem assim...