segunda-feira, abril 24, 2006

Rox non verba*

As mãos tocam no chão quando seguem em direcção ao peito daqueles que nos sorriem. E os sons exasperados por suores quentes amaciam o recanto da memória que ocupam. Prefere-se dar a mão a dizer que está tudo bem, mesmo quando não está, mesmo quando não é isso que apetece dizer.
E aquele gesto diz que sim, dá tudo o que tem e percorre o olhar destemido de quem cora ao primeiro som do dia.
A rouquidão rasga a alegria da canção dos homens que oferecem os sonhos à Ideia.
Começou a dar e calou-se.


(*) palavras, não actos